terça-feira, 13 de setembro de 2011

O Jogo do Galo

Considero-me um politico novo e um novo politico. Para mim acredito numa fusão política com ideais defendidos pela “direita” e outros ideais defendidos pela esquerda. Observo ao longe a grande guerra política e tiro as minhas próprias conclusões. Interrogo-me com simples perguntas como... porque é que eles lutam? Porque é que se excomungam? Porque é que não conseguem chegar a um acordo?. Sem nunca poder responder sem ofender alguém.

Os de direita olham para os de esquerda e consideram que o único interesse que eles têm é a luta pelo Poder, não querem mais nada senão “roubar” isso deles usando o povo como desculpa. Os de esquerda olham para os de direita também com os mesmos olhos. E verdade seja dita o que é Portugal de facto para os politicos de hoje? Um troféu? Um brinquedo? Ou será uma mera ferramenta para o Poder?.

Eu como outros estamos no meio desta grande batalha. Vemos como ela se está a desenrolar tendo lideres apontando dedos uns aos outros indicando os culpados. Vemos como verdades são mascaradas pelos media com medo que esta seja publicada, vemos o povo a sofrer cada vez mais, vemos as armadilhas politicas, vemos aqueles que desaparecem do mapa, vemos que iremos afundar com o País e vemos que todos os sacrifícios que fizemos foram inúteis, “rezando” para que algo nos dê força para continuarmos a lutar e não cairmos no abismo da dúvida. Porque quando esse abismo se instala à volta de nós, o mundo torna-se negro e perde o brilho que tinha e chegando ao fim das nossas forças de vontade temos só uma coisa a mostrar, Tentámos!
Isto e muito mais do que pode ser dito àquelas pessoas que nem na guerra comparecem, não se interessando minimamente pelo país ficando sentado no sofá em vez de ir votar! Honestamente nem me interessava se votassem esquerda ou direita, hoje em dia e no final, vamos parar todos ao mesmo sitio, mas permitam-me só corrigir um pensamento. Uma tomada de posição não é conseguida com ausência mas sim através da presença. Para além de dever é um direito. Nunca devemos esquecer que votar é um direito acima de tudo. Mesmo que não concordemos com os múltiplos partidos que temos, devem pegar nos boletins de voto (são vossos por direito) e pelo menos jogar o jogo do galo.

Armadilhas

Todos os dias obrigamos os nosso pais a tomar decisões. Neste caso a decisão que gostaria de desenvolver é a noite, ou melhor, o sair à noite.

Obviamente nós queremos é sair à noite para termos aquela sensação de independência que tanto gostamos e ficamos muito aborrecidos quando os pais nos dizem não. Mas, também devemos ver o ponto de vista dos pais porque existem imensas armadilhas nos negócios da noite.

Por exemplo várias discotecas fornecem-nos o tão famoso cartão de consumidor. Nesse cartão é registado o que foi consumido, um shot, uma cerveja, um sumo ou água, etc..., depois o consumidor passa a noite a pensar no que consumiu e mais ou menos pensa quanto deve pagar. Quando numa das minhas saídas à noite, tive dúvidas sobre quanto já tinha consumido e perguntei quanto é que já estava a dever, o/a bartender responde que não é permitido dizer, apenas no final faz a conta total. Aí, percebemos que já fomos apanhados na armadilha. Quando no final fiz o pagamento e vi que inha gasto muito mais dinheiro do que o inicialmente previsto, dei comigo realmente a pensar, “eles nem sequer têm à vista o preçário. O facto de não me ter dito em quanto é que estava o meu consumo, perdi um pouco a noção e por causa disso e por isso gastei grande parte do meu dinheiro. Nessa noite pensei que talvez os meus pais tenham razão eu sou novo demais para sair, tenho que abrir os olhos.

Podemos ainda ser um pouco novos, mas sair à noite é um ritual de passagem, como é o bungie jumping numa tribo de África onde as crianças têm de saltar de uma estrutura de madeira, com lianas agarradas aos pés, sendo obrigados a chegar o mais próximo possível do chão. Estes rituais existem em qualquer sociedade e são muito importantes para fazer com que os adolescentes sintam esta evolução para os “novos adultos” e por causa das armadilhas abrimos mais depressa os olhos e é por enfrentarmos esses obstáculos que nos tornamos melhores, mais inteligentes e mais conscientes de tudo o que se passa à nossa volta.

Os adultos também caem em armadilhas. Podem não ser as da noite mas são armadilhas, por exemplo nas estradas de Portugal, mais especificamente nas retas de Portugal, onde nem sempre o limite de velocidade está assinalado corretamente e como resultado dessas armadilhas muitas multas são emitidas :). Como disse, os adultos cometem erros, as crianças cometem erros, os adolescentes cometem erros mas a forma como lidamos com esses erros é que nos define. A responsabilidade de não repetir o mesmo erro muita vez. Não faz mal comete-los, o errado é fugir a eles e deixar que o medo de cair no erro nos defina. A realidade é que os nossos pais só querem proteger-nos porque não sabem como é que nós vamos lidar com os problemas que nos surgem.

Gostaria de dizer a todos os pais que protejam os vossos filhos mas deixem-nos também cometer alguns erros. Desta forma nós, os filhos, podemos surpreender-vos mostrando que já não somos tão crianças e que já conseguimos ter alguma capacidade de lidar com certos obstáculos que nos possam aparecer na reta da vida pois foram vocês que nos educaram.